Do Isolamento à Escuta: A Revolução da Saúde Mental no Brasil
Muita gente ainda repete a frase "terapia é coisa de louco", um pensamento que carrega o peso de um passado sombrio. Antigamente, o tratamento mental no Brasil era sinônimo de medo e exclusão. Até meados do século XX, os sanatórios e manicômios funcionavam menos como hospitais e mais como depósitos humanos. Enquanto os ricos buscavam refúgio em cidades de clima privilegiado para tratar doenças como a tuberculose, a parcela pobre da população era jogada em instituições psiquiátricas apenas para ser afastada da sociedade. Um dos exemplos mais tristes foi o Hospital Colônia de Barbacena, onde a psicologia e a psiquiatria da época foram distorcidas para servir ao "higienismo", uma ideia perigosa que tentava limpar as cidades de qualquer pessoa considerada "anormal", baseando-se muitas vezes em preconceitos de raça e classe. Essa realidade brutal, detalhada no livro-reportagem "Holocausto Brasileiro" de Daniela Arbex, só começou a mudar de verdade c...






