O Comércio das Emoções: Qual é o Seu Verdadeiro Valor?

Algumas vezes ouvimos das outras pessoas, ás vezes somos nós que o fazemos, lamentamos nosso salário ou são as condições no ambiente profissional que vivemos.

Quando o salário não é o suficiente, questionamos nosso cargo, as funções á mais que exercemos no decorrer dos anos, da salubridade que está incluso naquele árduo trabalho, ramificamos a problematização quando desabafamos que o ambiente também não nos ajuda, pois a muita disputa, muita inveja, muitas cobranças, muita falta de coleguismo ou que o trabalho é maçante.


É muito comum ouvirmos lamentações sobre baixos salários ou ambientes de trabalho tóxicos, repletos de cobrança, inveja e falta de companheirismo. Diante dessas dificuldades, costumamos questionar o cargo que ocupamos e o excesso de funções que acumulamos. No entanto, surge uma pergunta incômoda, mas necessária: qual é o nosso preço afinal? No mercado de trabalho, o processo seletivo é apenas uma ferramenta de encontro, mas quem realmente determina o valor do salário não é apenas o patrão, e sim quem o aceita. Quando dizemos "sim" a uma proposta, estamos, naquele momento, definindo o nosso valor de mercado. Muitas vezes, aceitamos algo acreditando ser temporário, mas o tempo passa, criamos raízes e o descontentamento acaba nos tornando pessoas apáticas e pessimistas.

Muitas vezes, a dificuldade de buscar algo melhor ou de cobrar o que é justo nasce de "muralhas" internas construídas ao longo da vida. São travas psicológicas que nos fazem sentir menores do que realmente somos. Curiosamente, existem pessoas que acumulam cursos, especializações e doutorados, mas continuam sem coragem de determinar o próprio valor. Para elas, a busca eterna por formação vira uma desculpa para nunca se sentirem "prontas o suficiente", adiando o sucesso por medo ou insegurança. O nosso valor real está ligado aos sacrifícios, aos erros e aos tropeços que moldaram nossas habilidades; só nós sabemos o custo exato do esforço investido para chegarmos até aqui.

Podemos comparar a nossa carreira a uma quitanda de frutas exóticas. Se você decide abrir um negócio de luxo, com nutricionista 24 horas e produtos exclusivos, o seu custo será alto. Haverá sacrifícios, como o tempo longe da família e o medo diante de imprevistos, como uma geladeira que quebra ou frutas que apodrecem. Esse é o "preço da vida". No outro prato da balança, está a excelência, o lucro e a satisfação do cliente. O problema acontece quando oferecemos um serviço de altíssima qualidade, mas não temos coragem de cobrar o preço justo por ele, ou quando temos diferenciais incríveis, mas não sabemos gerenciar o próprio lucro. No fim das contas, acabamos no prejuízo, tanto financeiro quanto emocional.

Negar essa balança interna é como esperar uma colheita sem nunca ter plantado. Precisamos refletir sobre que tipo de "comércio" queremos ser para o mundo. Estamos nos valorizando conforme a nossa entrega ou estamos aceitando menos por medo de assumir nossa própria competência? Quando essas questões se tornam complexas demais para resolvermos sozinhos ou com conselhos de amigos, a psicoterapia surge como um caminho essencial. Ela nos ajuda a derrubar as muralhas do autoconhecimento, permitindo que a gente entenda nosso valor real e pare de aceitar migalhas em troca de um potencial que vale ouro.


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