O Papel dos Pais como Mediadores: Guiando a Jornada Infantil

Desde o nascimento quase todos os bebês iniciam a “grande jornada” em relação as suas primeiras iniciativas e experiências em lidar com o mundo externo na qual oferecem benefícios para o seu desenvolvimento cognitivo e psicológico. Porém quando não mediados, além de não oferecer segurança, pode acarretar falta de estímulos necessários ao desenvolvimento infantil, já que a intermediação acontece com a presença de outro e que este se incumbe de estimular o bebê de forma responsável.



1. A Grande Jornada do Bebê

Desde o nascimento, o bebê começa a explorar o mundo. Essa exploração é vital para o cérebro (cognitivo) e para as emoções (psicológico). No entanto, essa jornada não pode ser solitária: ela precisa de um adulto responsável que estimule e ofereça segurança.

O Equilíbrio: Chega um momento em que os pais param de segurar a mão da criança para que ela ande sozinha. Saber a hora certa de soltar, sem abandonar, é o grande desafio.

2. Duas Formas de Mediar o Mundo

Os pais podem adotar diferentes estratégias de ensino, dependendo da situação:

  • Dar Autonomia (Deixar Explorar): A criança fica "à vontade" para descobrir as coisas. O papel dos pais aqui é observar e ajudar a criança a interpretar o que ela viu, evitando que ela entenda o mundo de forma distorcida.

  • Delimitar a Experiência (Fazer Junto): Às vezes, os pais precisam filtrar a intensidade das experiências, compartilhando o momento com a criança para que ela não se sinta sobrecarregada ou "afoita".

3. O Exemplo do "Porta-Lápis": Responsabilidade vs. Proteção

Imagine que a criança derruba um porta-lápis no chão. Existem duas formas do adulto agir:

  • O Erro da Substituição: O pai limpa tudo sozinho e assume a culpa. Aqui, a criança não aprende nada sobre as consequências dos seus atos.

  • A Mediação Correta: Pai e filho recolhem os lápis juntos. O adulto serve de ponte para que a criança perceba sua conduta e ganhe autoconfiança para resolver problemas.

4. A Presença que Forma o Adulto

A mediação não acaba na infância. Ela deve continuar durante as mudanças da adolescência até a fase adulta. É essa presença atenta que permite ao jovem alcançar seu potencial máximo.

5. O Cenário Atual: A Ausência de Mediação

Infelizmente, esse "olhar cuidadoso" tem se tornado raro por dois motivos principais:

  • Vulnerabilidade Social: Famílias onde a mãe sobrecarregada precisa ser a única provedora e cuidadora, faltando tempo para mediar.

  • Abandono de Luxo: Famílias com alto poder aquisitivo que delegam a educação total dos filhos a terceiros ou dispositivos eletrônicos, deixando o afeto em segundo plano.

6. A Consequência: Adultos Despreparados

A falta dessa mediação na infância gera adultos com dificuldades reais: baixa autoconfiança, rebeldia excessiva, carência extrema e comportamento opositor. São pessoas que "sofreram" a negligência desse olhar educativo.


Conclusão: O Resgate do Vínculo

É urgente retomar a mediação e o vínculo familiar. Quando o distanciamento já está muito grande e a família não consegue se conectar, a psicoterapia infantil surge como uma ferramenta essencial para reconstruir essas pontes e ajudar tanto os pais quanto a criança a seguirem um caminho mais saudável.

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