Por que meu filho não se interessa pelo que eu ofereço?
Hoje em dia, as crianças têm acesso a coisas que muitos pais apenas sonharam: estantes cheias de livros, caixas de tinta profissionais, visitas a museus e cinemas. É natural que os pais queiram "dar o que não tiveram" para ajudar no desenvolvimento da inteligência e do emocional dos filhos.
No entanto, o interesse nem sempre é compartilhado. Muitos pais se frustram dizendo:
"Compro dezenas de livros, mas ele não abre nenhum."
"Coloquei minha filha na aula de pintura, mas ela não demonstra vontade. Eu adoraria ter tido essa chance!"
1. O Exemplo vale mais que o Investimento
As crianças pequenas aprendem por imitação. Elas precisam de modelos.
Se os pais compram livros, mas a criança nunca os vê lendo com prazer, o livro vira apenas um objeto decorativo.
Se o hábito da leitura, da música ou da arte faz parte do dia a dia dos pais — e se eles demonstram alegria genuína nessas atividades — a criança sentirá uma curiosidade natural de participar também.
2. Diversão vs. Obrigação
Um erro comum é transformar essas atividades em "tarefas". Para o interesse crescer, a arte ou a leitura devem ser vistas como diversão, e não como uma obrigação escolar ou uma cobrança dos pais.
Não adianta esperar que a escola ou um passeio esporádico ao museu resolvam tudo sozinhos.
O interesse nasce do "entusiasmo lúdico" dentro de casa, ou seja, de brincar e descobrir o mundo junto com os pais.
3. O Desejo é dos Pais ou dos Filhos?
Muitas vezes, os pais tentam realizar seus próprios sonhos antigos através dos filhos. É preciso ter cuidado para não projetar na criança uma vontade que era sua. O preparo para o gosto pela cultura começa desde muito cedo, de forma leve e, principalmente, através do exemplo compartilhado.
Conclusão
Se você quer que seu filho leia mais, deixe que ele veja você lendo. Se quer que ele aprecie arte, pinte com ele por diversão, sem cobrar um resultado perfeito. O exemplo é o melhor convite.


Comentários
Postar um comentário