Tecnologia na Infância: Do Aprendizado ao Vício Digital
Antigamente, muitos jovens aprendiam inglês "na marra" jogando videogame. Para sair de uma sala ou resolver um mistério, era preciso consultar um dicionário e entender palavras como mug (caneca). Havia esforço, exploração e, muitas vezes, um pai ou mãe acompanhando aquele interesse.
Hoje, a realidade mudou. Os jogos são frenéticos e as crianças fazem tudo ao mesmo tempo: jogam, usam aplicativos e conversam no celular.
1. O Exemplo que vem de Cima
A tecnologia deixou de ser motivo de elogio e virou preocupação. O problema é que, muitas vezes, os pais cobram limites dos filhos, mas não conseguem largar o próprio celular.
As crianças imitam o comportamento dos pais. Se os pais estão sempre "conectados", os filhos entendem que esse é o único jeito de viver.
Na adolescência, o jovem busca novas referências fora de casa, mas se a base familiar foi ausente, ele pode se isolar ainda mais no mundo virtual.
2. O Perigo da "Babá Eletrônica"
Muitas vezes, por cansaço ou necessidade (como mães que trabalham sozinhas para sustentar o lar), os pais deixam os filhos diante das telas para terem um pouco de paz ou porque a criança está "segura" em casa.
O Vício Virtual: Ele não nasce do nada. Ele surge da falta de mediação diária. Sem orientação, o jovem encontra outros amigos que também estão "largados" no mundo digital, criando uma bolha de isolamento.
3. O Segredo é a Mediação (Estar Junto)
A Neuropsicologia explica que um jogo "educativo" no tablet só funciona de verdade se houver um adulto junto.
Não basta jogar: O adulto precisa conversar sobre o que está acontecendo. Se a criança acerta, o pai pontua o porquê. Se erra, eles descobrem juntos o novo caminho. Isso é dar significado ao que se faz.
Televisão acompanhada: O mesmo vale para filmes e desenhos. Explicar um anúncio ou uma cena ajuda a criança a entender os símbolos do mundo real.
4. O Desafio da Dedicação
Educar pelo exemplo e participar das atividades digitais dos filhos dá muito trabalho. É um processo lento e exige paciência. Por isso, muitos preferem deixar a criança decidir sozinha, o que aumenta as chances de ela se perder na alienação digital.
Conclusão: O "X" da Questão
A tecnologia não é vilã, mas ela precisa de um guia. O aprendizado real acontece no espaço entre a tela e a conversa com os pais. Sem essa ponte, o videogame deixa de ser uma escola de idiomas e vira um muro que separa o jovem da realidade.


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