O Perigo de Querer ser o Outro: Por que a Comparação nos adoece?
Muitas vezes, perdemos a noção de quem realmente somos porque passamos o tempo todo olhando para a vida dos outros e desejando o que eles têm. Esse "espelhamento" pode até ser bom se nos motivar a crescer, mas torna-se um problema grave quando esquecemos de nós mesmos.
1. O Outro não é a sua Régua
O maior erro que cometemos é usar a vida de outra pessoa como medida para a nossa.
Quem dá o limite é você: O que nos define são os nossos desejos e as nossas insatisfações.
O sintoma: Se você se baseia apenas no outro, é um sinal de que você ainda não se conhece o suficiente ou, pior, tem medo de se conhecer.
2. A Ilusão do "Palco" alheio
Quando nos comparamos, cometemos o erro de comparar o nosso "bastidor" (nossos problemas e medos) com o "palco" do outro (o que ele escolhe mostrar).
O recorte: O que vemos de alguém é apenas um fragmento. Não vemos as derrotas, os traumas e as lutas que aquela pessoa enfrentou.
As Máscaras Sociais: Muita gente usa "máscaras" para esconder o sofrimento. Algumas pessoas usam até medicamentos ou procedimentos estéticos para manter uma aparência de felicidade que, por dentro, não existe.
3. A Ditadura do que é "Belo"
Temos a tendência natural de focar apenas no que deu certo, no que é bonito e no sucesso. Queremos o resultado final, mas não queremos o processo difícil que a pessoa enfrentou para chegar lá.
A influência externa: Hoje, somos bombardeados por redes sociais e pela mídia, que nos forçam a comparar nossa vida real com vidas perfeitas (e muitas vezes falsas). Isso gera uma angústia constante.
4. O Caminho de Volta para Si
Olhar para si mesmo não é fácil. Exige encarar as nossas "sombras" — aquelas partes de nós que não gostamos ou que escondemos.
Como fazer isso? Esse processo de autoconhecimento pode ser feito através da terapia (com ajuda profissional) ou de forma "autodidata" (estudando a si mesmo), embora a segunda opção seja mais desafiadora.
Conclusão: O Desafio
A verdadeira liberdade não é alcançar o limite do outro, mas entender os seus próprios limites. Em vez de perguntar "por que eu não sou como ele?", a pergunta correta deveria ser: "Quem sou eu quando não estou tentando agradar ninguém?"


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